SOBRE A OBRA

ARLOCK - UM CONTO DE ELLORA é uma estória concebida nos idos de 2003, a partir de uma campanha de RPG de Dungeons & Dragons, envolvendo a minha até então namorada - e agora esposa -, meu amigo e agora padrinho do meu filho e a sua irmã - todos "marinheiros de primeira viagem". A jogatina nos trouxe tantos bons momentos para se lembrar que, em meados de 2012, resolvi esboçar as primeiras linhas desse livro.

Por conta de quase 10 anos entre a campanha e o início da escrita, muitos detalhes foram esquecidos, e o fato do jogo ter uma linha de execução um tanto linear também contribuiu com a necessidade de adaptar nomes, locais e rumos da aventura de modo que ARLOCK - UM CONTO DE ELLORA virasse um conto muito mais rico, profundo e tridimensional, mas sem esquecer da essência daquelas aventuras nas tardes de um fim de verão há mais de 15 anos. 

Algumas das passagens do livro, contudo, retratam fielmente acontecimentos da campanha original, como uma sequência de falhas críticas que causaram risadas e um lance impossível que foi proporcionado por dois "20" no dado de 20 lados e um "6" no dado de 6 lados.

Mas você de repente, pode me perguntar "Dado de 20 lados? RPG? Dungeons & Dragons? Que raio é isso?". Caso não conheça esses termos e queira entender um pouco melhor, acesse essa área do site!

 

Apesar de ARLOCK - UM CONTO DE ELLORA ter sido criado a partir de um jogo de RPG, não pense que apenas sobre isso que se trata o livro. Minha intenção, como autor, foi de construir não só um conto, uma crônica, mas sim um mundo novo, baseado em tantos outros mundos inventados que permearam minha infância, minha juventude e meus sonhos de aventureiro, que consiga transportar o leitor à lembranças tão boas quanto as que tive durante o processo de escrita.

Lembrei da emoção de ver Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel no cinema e gritar "quero ver o final!" quando o filme acabou. De ter comprado o livro do mestre J.R.R. Tolkien para entender melhor a saga do Um Anel e demorar meses para passar do capítulo do Tom Bombadil. Me recordei das tardes jogando algum Final Fantasy com meu irmão ou meus amigos do prédio em que morava, ou então Phantasy Star, ou Chrono Trigger, ou Zelda... Também me veio a mente filmes que assistia quando criança, como O Feitiço de Áquila, Robin Hood, Coração de Dragão e História sem Fim. Ah, e claro, não podia faltar meu desenho favorito: Caverna do Dragão. 

Atualmente, sinto que as obras literárias, filmes e séries para TV têm trazido constantemente um peso dramático, agridoce e com muitos tons de cinza (sem trocadilhos com uma certa série de livros!). São conteúdos bons, que eu mesmo gosto e acompanho, mas que, no fim, me deixam com uma sensação um tanto quanto depressiva - algo totalmente contrário ao que eu sentia nas lembranças que citei acima. Isso me deu vontade de criar uma estória que remetesse mais ao que me deixava nostálgico e menos ao que se tornou tendência nos últimos anos. 

Enfim, ARLOCK - UM CONTO DE ELLORA é um livro feito para divertir de forma tranquila, como um café da tarde com um velho amigo. Se em meio aos 35 capítulos a aventura conseguir tirar um sorriso de quem estiver lendo-o, eu, como autor, me sentirei realizado.

 

© 2018 por Thiago Pe. Todos os direitos reservados.